Do ponto de vista macro global, a semana também foi relevante porque começaram a aparecer, com mais clareza, os efeitos do choque de energia sobre os índices de inflação. Nos Estados Unidos, o CPI de março subiu 0,9% no mês, levando a taxa anual para 3,3%. O número veio em linha com o esperado, mas o ponto central foi a composição: a gasolina teve papel importante, confirmando que a alta do petróleo já começou a contaminar a inflação ao consumidor. O núcleo ficou um pouco mais comportado, mas isso não foi suficiente para devolver conforto ao Federal Reserve. Na prática, o dado reforçou a leitura de juros altos por mais tempo. O processo de desinflação não desapareceu, mas ficou mais lento, mais incômodo e mais vulnerável a novos choques de oferta.